Casa Maracanã
São Paulo SP | 2011

PREMIADO | PRÊMIO AsBEA 2012
PREMIADO | SHORTLIST XIX Bienal Panamericana de Arquitectura de Quito 2014



























A casa se desenvolve em três pavimentos, abaixo e acima da cota de acesso, na qual estão implantados a garagem e o hall de distribuição da circulação vertical. Ocupando toda a largura do lote, as empenas laterais desempenham também o papel de muros de divisa e, estruturais, são feitas com bloco de concreto autoportante.

Assim, os oito metros de largura do ambiente social ficam livres da interferência de pilares e a residência ganha um aparente espaço extra, qualificado pelo pé-direito duplo e pelo confortável aporte da iluminação natural.

Há jardins na frente e nos fundos ladeando a sala de estar da cota inferior, dela separados por caixilhos de altura total que tornam indistintos os limites entre o edificado e os espaços livres.

Em contrapartida, o mezanino transversal, no nível intermediário, sinaliza a passagem do setor social para o de serviços e o estúdio, situados lado a lado na porção frontal e rebaixada do terreno.

A extrema simplicidade dos materiais - blocos de concreto autoportantes ou de vedação, sem revestimento - faz par com a exposição das tubulações, piso e escadas de concreto, todos aparentes. O cuidado na seleção dos fornecedores, por exemplo, garantiu a proximidade entre seus tons de cinza, tão claros quanto possível.

No andar superior, os dormitórios (três no total) dividem uma faixa de pouco mais de três metros de largura por oito de comprimento, compartilhando o banheiro que, sobressalente na fachada frontal, tem revestimento externo decorativo. O padrão de traços e círculos, nas cores branca, preta e vermelha, foi concebido pelo artista plástico Alexandre Mancini.




CRÉDITOS

Arquitetura
Terra e Tuma Arquitetos
Danilo Terra, Pedro Tuma, Juliana Assali
Juliana Iha, Adriana Aoki

Estrutura
AVS
Carolina Ayres, Tomas Vieira

Elétrica|Hidráulica
Minuano Engenharia
Jasel Neme, Cibele Báez Neme, Roberto Abou Assali

Construção
RKF
Rafael Alves

Paisagismo
Gabriella Ornaghi Arquitetura da Paisagem
Gabriella Ornaghi, Rodrigo Bordigoni, Ricardo Tadashi

Painel
Alexandre Mancini

Fotografias
Pedro Kok

Marcenaria
Alceu Terra

Serralheria
Edison Shigueno

The process of creating this house was intense, due to the absence of the relation architect-client that allowed a natural development of it. In fact, there was never a formula of how to make a family housing, because creating it became a process of architectural research.

The initial condition of the house was the site. We tried to take advantage of the difficulty of operating in the site, to bridge the gap and to maintain the house firmed next to the floor, which became the guiding potential of the project.

Another initial premise was the desire to maintain the view of the hill ahead, a mark of the Lapa neighbourhood in São Paulo. The rationalization of the project came as a client’s request and the final result is a consequence of the creative process and the attempt to create cheap structural solution and investigate the material, on a way to achieve great spans and double height.

The minimum cost of the construction was not a premise to create the Maracanã House. The desire to create expressive spaces also demanded the use of big windows and the quality of it where important. The issue of cost was a balance between quality and needs. The stages of construction and finishing became unique in this work.

The site lies in a lower level of the street. The occupancy concept required the rising of a volume to shelter the intimal area. The double height enable the creation of a rupture between the social and private areas: the access floor feature a transition area. It is an hiatus between the access of the house and what can happen after wandering this space, it is a space that allows the comprehension of the whole site and its all possibilities.